sábado, 5 de abril de 2008

40 anos após Martin Luther King

Mais do que a certeza de que tivemos caminhos errados na vida e de que ainda poderemos ter muitos, enquanto continuarmos a viver, devemos aprender a saborear o êxtase do erro, que não só é contemplado pelo pilar da tentativa quanto pela essência de mesmo sendo um erro, ter sido o resultado de uma escolha só nossa, sobre nossa própria vida. E esses erros sobre erros, escolhas sobre escolhas, tentativas sobre tentativas, são intransferíveis. Só podemos saber se erramos ou acertamos simplesmente vivendo com entusiasmo e coragem.

Foi assim que o líder negro, Martim Luther King Jr, viveu. Enquanto estava preso, King escreveu um dos textos mais poderosos da história. Se você quer viver em paz com sua consciência, se quer ser um defensor da justiça, se quer fazer o bem e melhorar o mundo, leia a Carta da Prisão de Birmingham – a receita de tudo isso está lá, expressa com clareza e sem margem para dúvidas. Veja só:
“Há dois tipos de lei: as justas e as injustas”, escreveu ele. “É nossa obrigação não apenas legal, mas moral, de desobedecer leis injustas”.

Ele não defendia o mero desrespeito à lei, cometido de maneira, envergonhada por debaixo do pano. “Isso levaria a bagunça. Aquele que quebra a lei deve fazê-lo abertamente, amorosamente, e disposto a aceitar a pena”. Ou seja, ele prega a desobediência civil, mas desde que se aceitem as conseqüências dos seus atos, como ele mesmo estava fazendo naquela prisão escura e suja. E desde que seja sem violência, sem machucar ninguém, sem destruir nada – é assim que se estabelece a superioridade moral de quem está com a razão.

King vai além. “Estou quase chegando à lamentável conclusão de que o maior obstáculo do negro no seu avanço em direção a liberdade não é a Ku Klux Klan, mas o ser humano moderado, que dá mais importância à ordem do que à justiça”.

Mais nociva que a minoria de homens maus que criam a injustiça é a maioria de homens “bons” que não fazem nada para denunciá-la. Mais perigoso que os bandidos e mentirosos psicopatas, os destruidores da natureza, os ladrões, os malandros, é o homem de bem que assiste a tudo isso adormecido e ri de quem tenta mudar alguma coisa.
Será que não podemos aprender nada com ele?

2 comentários:

Thiago Moraes disse...

:|
boaa andre! legals ter criado o blog! vou add o teu link la no meu ! abraço e continue ae!
;)

Unknown disse...

lindhoo
parabens pelo blog!!Assim vc poderá expor suas idéias para um maior número de pessoas...além de utilizá-lo como tua "válvula de escape"....e nao esqueça: nuna desista do que vc acredita!!
bjoksss

ainda viajaremos mto na maionese, no catchup e na mostarda....:p~