terça-feira, 1 de abril de 2008

E ae galera. Nos últimos dias estou empolgado para escrever.


Bom, sabadão... rever alguns amigos e depois... surf solitário. No caminho só o amigo Samuca e Mundo Livre S.A nos ouvidos e interpretando suas letras.


Até chegar a conclusão de que Maslow está certo ao questionar o seguinte: “Até que ponto a natureza humana permite a criação de uma boa sociedade?? Até que ponto a sociedade permite que a natureza humana seja boa???”.


A obra de Maslow faz-no questionar se compreendemos a encruzilhada a que chegamos. Uma encruzilhada onde as necessidades coletivas e individuais estão se tornando tão entrelaçadas que, se uma dessas necessidades for disfuncional, a outra sofrerá as conseqüências no contexto geral da sociedade.


Depois dessa alusão do Samuca, ele pede para prestar atenção no som do Mundo Livre S.A. Fiquei sem entender... até que ele, de uma forma abrangente, faz o seguinte questionamento: “Mundo Livre AS. é da onde? Pernambuco?? Isso, isso.”


Pernambuco, um dos estados mais desenvolvidos do Brasil, juntamente, com Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul.


No contexto mundial, temos EUA, países da União Européia, Chile, China, por exemplo.
E Samuca continua a questionar: “O que esses estados e países têm, um pouco que seja, em comum, além de serem mais ‘desenvolvidos’”?


Acredito que são um pouco bairristas, uns em maior outros em menor proporção. E se observarmos os países e estados que são menos desenvolvidos o sentimento de amor a pátria ou localidade não existe.


Acredito, também, que esse sentimento de amor a sua região faz com que o inconsciente coletivo dessa sociedade tenha um sincero e objetivo em comum. Acreditar, se divertir, amar a sua cultura, hábitos etc. Fazendo com que os indivíduos dessa sociedade cresçam junto com a região.

Será que explicaria um pouco aonde Alagoas chegou?? Viagem??? Samuel por perto só dá nisso.
Mas acredito ainda na influência do mito fundador do nosso estado. Mas o que birosca é mito fundador? É mais ou menos o seguinte. Somos marcados pela historicidade dos nossos ancestrais, não apenas antepassados da família, mas também da história inicial das nossas regiões. Dessa forma, a formação dos nossos hábitos, jeitos e trejeitos são ancorados em narrativas, algumas formadas sobre nos mesmos e sobre o mundo que nos cerca e outras que foram enraizadas e repassadas de geração em geração.


E quais são os fatos marcantes da nossa história?
Terra sempre explorada. Senhor de Engenho e os Escravos.


Calabar traidor ou herói? Alguns historiadores afirmam ter sido traidor, mas que ele próprio nunca se considerou assim. Deixou uma carta-testamento, mostrando a sua decisão. Nela, alegava que não se considerava traidor, porque o Brasil não era uma pátria. E que o projeto dos holandeses era muito melhor para os brasileiros. Pensava o melhor para a sua terra, mas foi morto e incompreendido. Ou alguns senhores achavam que com os holandeses tocando de outra forma iriam perder alguns privilégios?


Outros fatosmarcantes: O progresso do Sul da Capitania de Pernambuco conhecido como Alagoas, fez com que sua população fosse logo desejando a independência. Mas nada era fácil. No início da segunda década do século XVIII, foi criada a Comarca de Alagoas.


A Comarca de Alagoas já esbanjava progresso, provocando ciumeira nas lideranças da Capitania de Pernambuco. No inicio do século XIX, já apresentava-se em condições de se tornar independente. Mas os donatários não aceitavam. Afinal, era daqui que eles abocanhavam uma boa parcela da arrecadação de impostos, além da grande produção de açúcar dos nossos engenhos.


O Ouvidor à época, sempre sonhava em transformar Alagoas em Capitania e, ser o seu primeiro governador. Aproveitou a Revolução Pernambucana, que tinha como objetivo libertar-se de Portugal e, iniciou seu plano. Os revolucionários já haviam conquistado o apoio da Paraíba e Rio Grande do Norte. Faltava Alagoas e Sergipe (Comarcas), além da Bahia e Ceará.


Como Ouvidor da Comarca de Alagoas e submisso a Capitania de Pernambuco o que este senhor deveria fazer?? Apoiar a Revolução Pernambucana??? Não foi isso o que ele fez. Escreve ao governador da Bahia relatando a revolução e comunicando as medidas que resolveu tomar: desmembrou a Comarca de Alagoas da jurisdição da Capitania de Pernambuco, enquanto durasse a revolução, e auto-nomeou governador provisório.

Logo após, Dom João VI assinou decreto, emancipando Alagoas de Pernambuco, transformando a Comarca em Capitania.


Alagoas começou para valer, após uma grande traição.
Sempre os interesses individuais passando por cima dos outros e da própria região. Esquecendo que uma das variáveis que permite a construção do nosso ser é a relação com os nossos semelhantes. E que valores são marcantes nessa relação???


Hoje, Alagoas tem uma ejaculação precoce. Estamos todos gozando sem fruição, um gozo sem prazer, quantitativo. Aqui, vivemos nessa ansiedade individualista medíocre, nesse narcisismo escroto que nos assola na moda, no amor, no sexo, nessa fome de aparecer para existir. Nosso atraso cria a utopia de que, um dia, chegaremos a algo definitivo.


Será que somente há traição dos políticos com os eleitos? E nos do dia a dia? As relações dentro do ambiente que vivemos, seja faculdade, trabalho, empresa com outra empresa.
Boa parte dos grupos sociais (seja lá, sindicatos, poderes constituintes, entidades de classe – CRM, CRA, CRN-, etc) não tem uma relação de parceria para poderem crescer e permitir que seus integrantes também cresçam. Porque será? Será que têm pessoas tirando proveito próprio em cima desses grupos, traindo a razão de ser do grupo??


Pow, já está tarde, cansado e com um sono maneiro batendo a porta da caxola. Samuca está longe para garantir mais uns devaneios.


Vou finalizando e concordando com Maslow. A tarefa de cada homem é melhorar si próprio. André Luiz não deve tentar ser como Luiz André. Devemos ser o melhor de nos mesmos para o mundo.


E entendam, acho que cabe a mim não ter sempre a mesma opinião, não acreditar ser o dono da razão, não tentar mudar o sentimento dos outros, mas desconfiar dos meus: eis tudo o que posso fazer. Se, às vezes, assumo tom afirmativo, não é para impor-me, é para expressar como penso. Digo exatamente o que se passa em minha cabeça.
Gostaria de discussões

escrito em 29/03/08

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